domingo, 30 de março de 2014

MAREA SOCIALISTA (VENEZUELA): TRABALHADORES BUSCAM DEFENDER A REVOLUÇÃO E NOSSAS CONQUISTAS




Stalin Pérez Borges: entrevista antes do encontro do sábado, dia 29/março (Fotos: Prensa Marea Socialista)
“A dinâmica dos últimos acontecimentos tem se orientado no sentido de tornar invisível a classe operária. Nas Conferências de Paz (realizadas a partir da convocação do presidente Nicolás Maduro), há um grande ausente que é o povo trabalhador”.

“Hoje mais do que nunca a classe trabalhadora deve tomar em suas mãos a tarefa de salvar a revolução. Não há outra alternativa”.

Por Prensa Marea Socialista – entrevista reproduzida do portal Aporrea.org, de 27/03/2014
No sábado, 29 de março, a corrente política Marea (Maré) Socialista fará o Encontro Nacional dos Trabalhadores em Valencia, estado de Carabobo. Para difundir o convite e a proposta da organização, conversamos com Stalin Pérez Borges, dirigente político-sindical da corrente e integrante do Conselho Consultivo da Central Socialista Bolivariana dos Trabalhadores (CSBT).

Marea Socialista: Conta-nos mais detalhes do encontro.

Stalin Pérez: Este Encontro Nacional dos Trabalhadores será levado a cabo na sede da Fundação Antonio Mogollón em La Quizanda, Valencia, no estado de Carabobo. Para nós este espaço, que serviu à classe trabalhadora de todo o estado, e me atrevo a dizer, de todo o país, é um lugar histórico. Foi testemunho da organização das mais importantes lutas operárias do nosso país, e atualmente continua sendo um espaço de organização e formação a serviço da classe trabalhadora. Estendemos a convocação a vários setores dos trabalhadores, como o automotivo, petróleo, empresas básicas, elétricas, alimentos, metalúrgicos, educação, saúde, delegados de Prevenção (equivalentes no Brasil à CIPA/Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), etc… Ademais temos confirmada a participação de trabalhadores de vários estados do país. Começaremos a discutir a partir do início da manhã, e bem, ampliamos o convite aos leitores do Aporrea.

MS: Quais são os pontos que propõem discutir?

SP: Nossa proposta de discussão está orientada a que possamos conjugar as realidades concretas dos trabalhadores em seus diferentes centros de trabalho e reivindicações com a realidade nacional. Ainda que seja um encontro político dos trabalhadores, onde o fundamental é debater sobre o que está ocorrendo no país, e ver o papel de protagonismo que devemos jogar os trabalhadores, estando o processo revolucionário ameaçado, também é uma necessidade discutir, a partir das nossas experiências cotidianas, as lutas que estão levando adiante cada setor. É por isso que discutiremos a conjuntura nacional, discussão que será acompanhada de informes por setor de trabalho, esperando debater democraticamente a fundo os problemas que hoje enfrentamos e aqueles que podem ser ameaças num futuro imediato e, assim em conjunto, possamos tirar uma série de resoluções que nos ajudem a orientar nossa ação.

MS: Qual é a importância dum espaço como este em meio da atual conjuntura?

SP: Como temos visto, a dinâmica dos últimos acontecimentos tem se orientado no sentido de tornar invisível a classe operária. Nas Conferências de Paz (realizadas a partir da convocação do presidente Nicolás Maduro), há um grande ausente que é o povo trabalhador. Não dão espaço na televisão, nem na privada nem na pública, para nossas opiniões e menos ainda se cobrem as centenas de lutas que setorialmente se estão levando à frente por motivos de demissões injustificadas, por problemas de contratos coletivos, por salário… etc. Este Encontro é, precisamente, um espaço que pomos à disposição para a discussão que devemos fazer a partir da classe operária, para contribuir com a reconstrução dum movimento dos trabalhadores revolucionário, socialista, bolivariano e chavista, e, por sua vez, verdadeiramente autônomo e combativo, para discutir a política, sobre o rumo do processo, para nos organizarmos melhor a fim de defender a LOTT (Lei Orgânica dos Trabalhadores e Trabalhadoras, promulgada por Chávez), a estabilidade no trabalho, o salário, para dizer ao governo que não deve nem sequer por em discussão os pontos que (Lorenzo) Mendoza (líder da Polar, o maior grupo empresarial do país, do ramo de bebidas e alimentos), Fedecámaras (entidade representativa do grande empresariado) e até alguns empresários que se dizem nacionalistas e bolivarianos, pretendem fazer passar nessas conferências. Hoje mais do que nunca a classe trabalhadora deve tomar em suas mãos a tarefa de salvar a revolução.
Não há outra alternativa.

Tradução: Jadson Oliveira

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