quinta-feira, 6 de março de 2014

CUBA: RENOVANDO A REVOLUÇÃO (1)



Passados oito anos, muita coisa em Cuba mudou, embora nenhuma reforma um pouco mais ampla tenha sido feita no sistema político, na estrutura de poder.

Por Eric Nepomuceno, no portal Carta Maior, de 04/03/2014

Desde agosto de 2006, quando Fidel Castro se afastou da presidência cubana por razões de saúde, o país viu crescerem as expectativas da população por mudanças. Na verdade, essa espera vinha de muito, muito antes. Mas o afastamento de Fidel abriu novas esperanças, e a chegada de Raul Castro ao poder veio cercada delas.

Passados oito anos, muita coisa em Cuba mudou, embora nenhuma reforma um pouco mais ampla tenha sido feita no sistema político, na estrutura de poder.

Essa espécie de dualidade acabou pautando o cotidiano dos habitantes da Ilha. É muito o que se avançou em alguns segmentos, é muito o que falta avançar em outros. Mas são visíveis e concretas as mudanças levadas adiante por Raul Castro, e que transformaram radicalmente parte do cotidiano dos cubanos.

É como se na cúpula do governo se tenha chegado à conclusão de que é preciso renovar, e muito, e rápido, para preservar a Revolução.

Aliás, desde seu discurso inaugural Raul Castro deixou claro que muita coisa mudaria. Chegou criticando, reclamando, denunciando. Foi quase um susto. Já em 2007 começaram a ser implantadas as primeiras reformas. E, passados quase sete anos, o que se constata é que Cuba vive as mais importantes reformas econômicas das últimas muitas décadas.

E não foram mudanças apenas na economia: também na própria estrutura do país, a começar pela entrega a camponeses, em sistema de usufruto, terras estatais ociosas. Até o segundo semestre do ano passado foram distribuídos um milhão e 500 mil hectares a 180 mil cubanos.
 
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