domingo, 16 de fevereiro de 2014

VENEZUELA: MARCHA “CONTRA O FASCISMO E PELA PAZ”


Manifestantes chavistas expressaram seu apoio ao governo venezuelano, no sábado, durante uma marcha pelo centro de Caracas (Foto: EFE/Página/12)
Grande manifestação de apoio ao governo de Nicolás Maduro e de repúdio à violência nas ruas: Maduro disse que os atos de violência em Caracas foram provocados por “fascistas” que tentam derrubar seu governo.

Matéria do jornal argentino Página/12, de hoje, dia 16

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou no sábado, dia 15, o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe de financiar e dirigir os movimentos “fascistas” que buscam derrubá-lo. Numa marcha convocada pelos governistas “contra o fascismo e a favor da paz”, Maduro disse que os recentes atos de violência em Caracas foram provocados pelos grupos de oposição que tentam derrubar seu governo e instaurar a violência no país. Disse que Uribe, a quem qualificou como um inimigo da Venezuela, está por trás dos grupos financiando e dirigindo esses movimentos. Maduro acrescentou que se pretendia, através do canal colombiano NTN24, promover uma tentativa de golpe de Estado na Venezuela, ao transmitir ao vivo os incidentes da marcha opositora de quarta-feira, dia 12, na capital, que terminou com três mortos e 66 feridos.

“Pretendiam, através dum canal de televisão anti-venezuelano, fazer o mesmo que fizeram no dia 11 de abril de 2002 (quando o falecido presidente Hugo Chávez foi tirado do poder) e começar a gerar um clima de medo e ódio na Venezuela”, assinalou. Indicou ainda que com as imagens se pretendia levar o país a um cenário de desestabilização que justificasse um golpe de Estado. A emissora foi tirada da programação da televisão a cabo em todo o território venezuelano. “Decidi tirá-lo. Que se vá com seu veneno ao diabo. Que não venham desestabilizar a Venezuela, encher o país de violência, um canal anti-venezuelano, anti-bolivariano, fascistóide, que se vá com seu fascismo ao caralho e deixe tranquilo o povo”, esbravejou.

Maduro disse que com a marcha chavista se buscava repudiar as ações de violência que a oposição gerou, convocando publicamente o que qualificou como fórmulas inconstitucionais para derrocar o governo legítimo que preside. Ao responder a algumas vozes opositoras, o presidente enfatizou que não pensa em renunciar “nem um milímetro” em sua posição: “Ninguém me afastará do caminho de construir a revolução bolivariana que nos deixou o comandante Chávez e de construir o socialismo como futuro de paz e amor”.

Também frisou sua acusação contra o dirigente opositor Leopoldo López de ter instigado o surgimento da violência e de fugir covardemente. “Entrega-se covarde”, repetiu, ao se referir à ordem de prisão contra López por acusações de terrorismo e associação para o delito.

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En la jornada, simpatizantes del gobierno marcharon en Caracas en repudio a los grupos “fascistas”, a quienes acusan de intentar una conspiración. La manifestación de varios miles de personas y que estuvo acompañada por actividades deportivas y musicales avanzó hacia la céntrica avenida Bolívar, donde recibió el apoyo de dirigentes del oficialismo y miembros del gabinete de Maduro.

La manifestación oficialista salió de la Plaza Venezuela, en el este de la ciudad, donde se vieron carteles de apoyo al gobierno y de repudio a dirigentes de la oposición, entre ellos a López. A la vez, el ministro de Educación Universitaria, Ricardo Menéndez, acompañó la marcha y aseguró que el antichavismo intenta una escalada de violencia y que en ese esfuerzo manipula la nobleza que puede haber en el movimiento estudiantil de sectores disidentes. “Están utilizando el foquismo como expresión de quienes no tienen fuerza para hacer grandes manifestaciones. Buscan detenidos”, alegó.

Por su lado, estudiantes universitarios se congregaron en la plaza Alfredo Sadel, en el este de la ciudad, para insistir en pedir la liberación de sus compañeros detenidos tras los incidentes del miércoles (quarta-feira) en la Fiscalía General (Procuradoria Geral), que dejó tres muertos y 66 heridos. El portavoz de los universitarios, Juan Requesens, señaló que el movimiento estudiantil no descansa y que seguirá en la calle luchando por su futuro. Los estudiantes realizaron la concentración en homenaje a las víctimas de la protesta del miércoles.

Maduro acusó a los responsables de la marcha por los hechos, tras el ataque a la sede de la Fiscalía General, afirmando que la oposición puso en marcha un golpe de Estado. La alianza opositora Mesa de Unidad Democrática (MUD) se deslindó de los hechos y exhortó a Maduro a dejar de denunciar un golpe de Estado sin mostrar pruebas. La coalición opositora dijo además que el gobierno debe desarmar a los grupos radicales afines al gobierno, llamados colectivos, que actuaron después de la marcha, en medio de un cordón policial alrededor de la Fiscalía.

Tradução: Jadson Oliveira


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