segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

SERÁ REALIZADA NA VENEZUELA A 2ª. CONFERÊNCIA DOS PAÍSES AFETADOS POR TRANSNACIONAIS




Por Nodal – Notícias da América Latina e Caribe, de 10/02/2014

De Quito (Equador) - O vice-chanceler equatoriano, Leonardo Arízaga, informou em entrevista para El Ciudadano TV, que nas próximas semanas se levará a cabo em Caracas, Venezuela, a segunda conferência dos países afetados pelas empresas transnacionais. Segundo explicou, no encontro se prevê consolidar  a criação dum Observatório Internacional de Empresas Transnacionais.

O objetivo é que este instrumento vinculante sirva para estabelecer pautas de relacionamento entre companhias transnacionais e Estados a nível global. Além de intercambiar informação e colaborar na área jurídica.

Arízaga lembrou que antes a principal preocupação do país a nível internacional estava relacionada ao pagamento da dívida externa. “Neste momento, (temos que) lidar com as empresas transnacionais e as demandas que estabelecem contra nossos países”, disse.

O vice-chanceler explicou que o Equador não é o único país que se viu envolvido em litígios internacionais com companhias estrangeiras, por isso reiterou a importância de consolidar esforços que permitam que as Nações se defendam. “Nós, que fomos afetados e demandados, vamos trabalhar juntos neste tema”, declarou.

Sobre o caso Chevron-Texaco, ele manifestou que a sociedade civil do mundo demonstrou sua solidariedade com o Equador, apesar da milionária campanha empreendida pela transnacional Chevron (ex-Texaco) para desprestigiar o país e destacou o apoio de grandes figuras e personalidades internacionais.

Comentou que “vemos semanalmente a solidariedade de importantes figuras que vão à Amazônia equatoriana para constatar esse desastre ecológico que deixou a empresa Chevron em nosso país”.

Observação do Evidentemente: o governo do Equador ganhou recentemente uma demanda judicial contra a multinacional estadunidense, com grande repercussão internacional, fato que, por razões óbvias, não tem destaque nos monopólios da mídia brasileira.

Tradução: Jadson Oliveira

Nenhum comentário: