domingo, 9 de fevereiro de 2014

MENSALÃO: “NINGUÉM QUER PERDER 5 MINUTOS DE SEU TEMPO PARA SABER A VERDADE”




FIM DO SILÊNCIO: Andrea Haas, mulher do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, chega ao escritório de seu advogado na sexta-feira 7, horas antes de conceder a entrevista à ISTOÉ

Andrea Haas, mulher de Henrique Pizzolato, recebe ISTOÉ em Modena, na Itália, fala sobre suas angústias, critica a Justiça brasileira e acusa o PT de nunca ter enfrentado o mensalão de frente

“Ninguém queria deixar o Brasil. Mas era preciso achar uma saída”.

“Todo o dia eu tenho que convencer as pessoas. Tento mostrar o que aconteceu, mas é como se estivesse diante de uma avalanche de mentiras. Isso não é viver. Ninguém quer perder 5 minutos de seu tempo para saber a verdade”. 

Por Paulo Moreira Leite e Janaina Cesar, enviada especial a Modena (Itália) – da Istoé – reproduzida do portal Luis Nassif Online, de 09/02/2014, com o título Andrea, mulher de Pizzolato, fala à Istoé sobre justiça, mensalão, STF e PT (o título acima é deste blog)

Em Modena, na Itália, eram cinco horas da tarde da sexta-feira 7 quando Andrea Haas, mulher do mensaleiro Henrique Pizzolato, terminou uma reunião com seus advogados. Ela acabara de receber a notícia de que o marido permaneceria na cadeia, pois o pedido de liberdade provisória lhe fora negado. Ali mesmo, no escritório, concordou em receber a reportagem de ISTOÉ. Nos primeiros dez minutos da entrevista, Andrea quase não conseguia articular as respostas. Suas mãos tremiam – fruto do nervosismo provocado pela constatação de que o plano de fuga do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil deu errado. E a certeza de que a Justiça italiana o trataria melhor do que STF também já não era a mesma. O posicionamento de Andrea foi determinante na decisão de Pizzolato deixar o Brasil. Durante a entrevista, ela reafirma que não vislumbraram outra saída a não ser fugir do País. Andrea, no entanto, se recusou a esclarecer como foram falsificados os documentos usados por Pizzolato, não comentou sobre a situação financeira do casal na Europa e nem explicou por que razão ele votou em nome do irmão nas eleições de 2008, quando a prisão dos mensaleiros ainda não estava na agenda política brasileira. A tensão de Andrea só diminuiu quando ela começou a comentar a atuação do marido no Banco do Brasil e a criticar os ministros do STF.

Leia a entrevista em Luis Nassif Online:

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