segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

MÉDICOS CUBANOS: NÚMEROS MOSTRAM O SUCESSO DO PROGRAMA MAIS MÉDICOS



Quando falarem em êxodo ou debandada cubana do programa, atenção para o quadro real até agora : segundo o Ministério da Saúde, 27 cubanos deixaram o programa. O paradeiro de 24 é conhecido.

Por Bepe Damasco, no seu Blog do Bepe, de 17/02/14

Uma rápida olhada nos números abaixo é suficiente para entender porque a direita e seu longo braço na mídia monopolista não param de atacar o programa Mais Médicos.

- 6.658 médicos trabalham no programa em 2166 cidades brasileiras e 28 distritos indígenas;

- 23 milhões  de pessoas beneficiadas;

 - A meta do governo é ter, já a partir do novo ciclo do programa que começa em março, 9, 5 mil médicos atuando no Brasil, dentre os quais, 7,4 mil cubanos.

A oposição destro-midiática sabe que o programa será um dos principais trunfos eleitorais da campanha da reeleição da presidenta Dilma e da luta do ex-ministro Alexandre Padilha para acabar com o reinado tucano de quase 20 anos em São Paulo.

Para desmoralizar o programa, tenta-se a todo custo passar a impressão de que existe uma debandada de cubanos, especialmente depois que a médica Ramona Matos Rodrigues abandonou o Mais Médicos e se refugiou no gabinete do líder do DEM na Câmara dos Deputados, o líder ruralista Ronaldo Caiado.

O PIG amplifica como pode o motivo alegado por Ramona para deixar o programa e desertar do seu país : quer ganhar o mesmo valor pago a todos os profissionais, R$ 10 mil. Ocorre que os cubanos recebem menos porque todos os países que firmam acordos com a Ilha para receber seus médicos, o fazem via Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), organismo ligado à ONU.

A engrenagem, então, funciona assim : o Brasil paga à Opas R$ 10 mil reais por cada médico cubano integrante do programa. Esse dinheiro é repassado integralmente para o governo de Cuba. Este usa uma parte para pagar os profissionais que atuam no Brasil e outra é reinvestida no sistema público de saúde de Cuba, um dos mais elogiados do mundo.

Sinceramente, não sei exatamente quanto cada médico cubano acaba recebendo do seu governo, pois as informações à disposição são imprecisas e confusas. O certo é que todos os que foram questionados pela mídia brasileira assim que aqui chegaram rechaçaram com veemência as insinuações de que se submetiam a uma espécie de trabalho escravo. Na ocasião, disseram em alto e bom som que ganham o justo pelo seu trabalho.

E, quando falarem em êxodo ou debandada cubana do programa, atenção para o quadro real até agora : segundo o Ministério da Saúde, 27 cubanos deixaram o programa. O paradeiro de 24 é conhecido. Além de Ortélio Guerra, que largou  o Mais Médicos e viajou para os EUA, 22 voltaram para Cuba, dos quais 17 alegando problemas de  saúde próprios ou de familiares Já  Ramona continua no Brasil abrigada pelo DEM.

Moral da história : enquanto os cães ladram, a caravana passa. E a parcela de brasileiros mais carente e desassistida agradece. O programa vai muito bem, obrigado. Não é à toa que é aprovado por 75% da população.


(Com informações da  ISTOÉ)

Observação do Evidentemente:

As “vantagens” sedutoras do capitalismo

Fazendo uma regra de três simples, que aprendi na minha época de ginásio, a desistência de cubanos do programa, por motivos diversos (incluindo os que desertam, uma quantidade ínfima), no caso do Brasil, pelos números apresentados acima, chega a bem menos de 1%.

Segundo vi num vídeo produzido pela mídia ligada ao governo cubano, a percentagem histórica de desistência – nos mais de 30 anos em que médicos cubanos participam da assistência humanista e internacionalista em dezenas de países do mundo – chega perto de 2%.

Isto mesmo com o bombardeio dum programa de incentivo às deserções, patrocinado pelo poderoso império estadunidense, que não para com suas tentativas de seduzir os cubanos oferecendo as “benesses” do “paraíso” capitalista.

Como se vê, apenas um percentual ínfimo acaba seduzido. É duro assimilar isso para os que acreditam, sinceramente, nas “vantagens” do capitalismo, na construção da felicidade predominantemente através do dinheiro.

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