quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

AMÉRICA LATINA: EVO PEDE AO FMI RESSARCIMENTO PELOS PREJUÍZOS DE SUAS RECEITAS NEOLIBERAIS


El presidente de Bolivia, Evo Morales
Evo Morales: as receitas neoliberais do FMI não beneficiam o ser humano, apenas as empresas privadas (Foto: Aporrea)



Por TV Telesur - reproduzido do portal venezuelano Aporrea.org, de 11/02/2014

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou na terça-feira, dia 11, que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deve ressarcir os prejuízos que provocou no seu país e em outros da América Latina pelas receitas de corte neoliberal que aplicou em épocas passadas ao conceder empréstimos em condições desvantajosas que fizeram aumentar a desigualdade e a pobreza.

"Meu pedido: que o Fundo Monetário Internacional, por favor, se tem alguma responsabilidade com a Bolívia e com os países da América Latina, deveria era pensar como e quando vai ressarcir os prejuízos que nos fez em tantos anos", disse o presidente num ato público em La Paz.

Morales não se mostrou satisfeito com a felicitação feita pelo FMI devido ao crescimento econômico boliviano que foi de 6,5% durante 2013.

"Alguns organismos internacionais continuam opinando sobre a economia nacional, monitorando, observando ou recomendando como hoje em dia faz o Fundo Monetário Internacional", disse o mandatário.

Assinalou então que "se (o FMI) quer se ocupar da economia, que se ocupe, que se preocupe, mas para ressarcir os prejuízos que fizeram em 20 anos de governos neoliberais" na Bolívia.

Na sua opinião, as receitas econômicas do Fundo Monetário Internacional não beneficiam o ser humano, apenas cuidam do setor privado.

Considerou que o bom desempenho econômica da Bolívia se consolidou porque os bolivianos se sublevaram contra o FMI através duma revolução democrática e cultural.

"Houve uma rebelião, uma sublevação nacional", enfatizou ao assegurar que as políticas econômicas não são mais decididas pelo FMI ou pelo Banco Mundial (BM), como ocorria no passado, e sim por uma equipe de bolivianos.

As declarações do presidente boliviano têm como pano de fundo um informe divulgado pelo FMI, no qual anuncia que o Produto Interno Bruto (PIB) da Bolívia cresceria 5,4% em 2014.

Tradução: Jadson Oliveira
 

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