quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

VENEZUELA: MADURO CRITICA A CULTURA DA VIOLÊNCIA NA TV



“Os que queremos a paz somos maioria”, disse Maduro e convocou uma marcha para o próximo domingo (Foto: AFP/Página/12)
O presidente venezuelano pediu às emissoras de TV que revisem sua programação e conteúdos: o chavismo vai limitar o extenso horário das telenovelas e programas com conteúdo agressivo como parte do combate à insegurança. A medida foi criticada pela oposição, que a interpreta como um ataque aos meios de comunicação.

Matéria do jornal argentino Página/12, edição de 22/01/2014

O governo da Venezuela pediu na terça-feira, dia 21, às emissoras públicas e privadas de televisão que revisem sua programação e conteúdos, assim como a extensão das telenovelas, no marco da campanha do governo para lutar contra a insegurança no país. “O presidente Maduro tem uma proposta pela qual nos comprometemos todos a revisar a programação, a gerar outro tipo de conteúdo, a limitar o extenso horário das telenovelas, a mudar o conteúdo da programação”, declarou o vice-presidente, Jorge Arreaza. Por sua parte, Maduro convocou uma grande mobilização contra a criminalidade para o domingo, dia 26. “Quero anunciar e convocar para o próximo domingo uma grande jornada de mobilização nacional pela paz e pela vida, com a consigna: Basta já de violência!”, disse o mandatário num ato no estado oriental de Anzoátegui.

O vice-presidente propôs a possibilidade de campanhas pela paz em conjunto ou individualmente com as emissoras e programas. “Estamos aqui sentados com os senhores com o melhor dos ânimos para que os senhores mesmos nos façam a proposta, e a revisamos em conjunto para ver se efetivamente está de acordo ou não com a lei”, disse Arreaza durante a reunião. Indicou também que por parte do Executivo estão fazendo grandes esforços e citou como exemplo o novo tipo de cinema venezuelano. Arreaza, que falou em nome de Maduro – que na terça participou dum ato partidário em Anzoátegui –, assegurou que a reunião não seria a única. “Na verdade, já propusemos cumprir alguns objetivos para a segunda-feira da semana que vem”, afirmou.

Sobre o encontro da próxima segunda, a ministra da Comunicação e Informação, Delcy Rodríguez, revelou que o governo vai  oferecer um dispositivo para que os pais possam em determinado momento decidir que programação seus filhos podem ou não assistir. Mas a proposta de revisão de conteúdos foi criticada por alguns setores da oposição. “Isso é um caminho para a insistente prática deste governo de restringir a liberdade de expressão e com a desculpa das telenovelas o que vem por aí é uma perseguição aos meios de comunicação”, opinou o deputado opositor de Copei, Luis Barragán.

Continua em espanhol:

Maduro había ordenado la semana pasada revisar el “modelo comunicacional” del país y la programación de todos los canales de televisión tras acusar a los medios de fomentar la violencia al supuestamente difundir lo que llamó “antivalores”. “Yo he dado instrucciones para que se revise toda la programación de las televisoras en este país, por cable y sin cable. Vamos a construir una cultura de la paz”, había expresado Maduro la semana pasada al convocar a la reunión de ayer (de ontem, terça-feira).

Durante un discurso ante la Asamblea Nacional, Maduro había criticado duramente a los canales de televisión: “Se la pasan transmitiendo antivalores de la muerte, del culto a la droga, a las armas, a la violencia, a la traición y a todo lo malo que puede tener el ser humano. ¿Es que los venezolanos no podemos tener cosas buenas?”. En 2009, el entonces presidente Hugo Chávez prohibió la fabricación, importación y distribución de videojuegos y juguetes bélicos acusándolos de incitar la violencia, pero su supresión no contribuyó a combatir el índice de homicidios.

“Los que queremos la paz somos mayoría. No puede ser que un porcentaje minoritario nos ponga a nosotros en situación de dificultades para la vida social”, sostuvo Maduro ayer, reiterando su invitación a que millones de hombres y mujeres salgan a la calle a participar el domingo de la marcha a la que convocó el propio mandatario. La convocatoria incluirá marchas, actividades deportivas –como una gran bicicleteada en Caracas – y culturales, además de una consulta a los ciudadanos para que propongan lo que crean necesario para el plan de pacificación nacional, que el gobierno prevé lanzar el 8 de febrero, detalló Maduro.

En coordinación con alcaldes (prefeitos) y gobernadores de las cerca de 80 ciudades que registran el 80 por ciento de los delitos en el país, el gobierno venezolano lleva a cabo el denominado ‘plan de pacificación’, tras la conmoción causada por el asesinato de una ex reina (rainha) de belleza y su pareja (e seu marido), el 6 de enero, en una ruta turística. Asimismo, las autoridades decidieron intensificar su combate a la violencia, uno de los principales problemas de los venezolanos, y avanzan en diálogos con la oposición para implementar planes en materia de seguridad.

En los últimos 14 años de gobierno, el chavismo implementó una veintena de planes de seguridad sin resultados favorables. Analistas aseguran que la impunidad que reina en las fuerzas del orden y el frágil sistema penal son los principales problemas. El líder opositor y gobernador del estado Miranda, Henrique Capriles, y el ministro de Interior, Miguel Rodríguez, se reunieron el sábado junto a los 21 alcaldes (prefeitos) del estado para acordar acciones de combate a la inseguridad. Según la ONG Observatorio de Violencia, en 2013 de produjeron 24 mil muertes en Venezuela en actos criminales. La tasa de homicidios se ubica (coloca) entre 39 y 79 por cada 100 mil habitantes, según cifras oficiales o (ou) de la ONG, respectivamente.

Tradução: Jadson Oliveira

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