sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

SÃO PAULO: SECRETÁRIO DE HADDAD REPUDIA AÇÃO NA CRACOLÂNDIA

Policial de bermudas, e mão na arma, na repressão violenta desencadeada pela Polícia Civil (do estado), enquanto servidores da prefeitura atuavam na Operação de Braços Abertos (Fotos: JF Diorio/Estadão Conteúdo/site g1.globo.com)
Ação da Polícia Civil na Cracolândia é “barbaridade inaceitável”

O secretário municipal de Direitos Humanos afirmou que, apesar de gerar preocupação, ação policial não impedirá continuidade da Operação de Braços Abertos

por Bruna Carvalho — publicado 23/01/2014 22:06, na CartaCapital

(reproduzido do blog Viomundo, postagem de 24/01/2014)

O secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, qualificou a ação da Polícia Civil ocorrida na tarde desta quinta-feira 23 na região da Cracolândia, no centro de São Paulo, como uma “barbaridade inaceitável”. Em entrevista a CartaCapital, Sottili também afirmou que a repressão policial não provocará alterações significativas na Operação de Braços Abertos, política da Prefeitura de redução de danos aos usuários de crack.

“O que aconteceu hoje foi uma barbaridade inaceitável, uma violência que expôs não só os beneficiários da Operação de Braços Abertos, mas também a rede de assistência social, a rede de saúde, os funcionários públicos, as pessoas que passavam por aquele local, de forma violenta, absurda, descabida. O que aconteceu hoje à tarde na Cracolândia é uma coisa completamente inaceitável”, afirmou Sottili por telefone.

Logo após as primeiras notícias sobre a ação policial, Sottili e outros secretários que fazem parte da rede responsável pela coordenação da Operação de Braços Abertos fizeram uma reunião para avaliar o ocorrido e definir os próximos passos a serem tomados. “Estávamos estarrecidos com o que aconteceu. O prefeito ficou indignado com a situação”, afirmou.

Fernando Haddad (PT) falou por telefone com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) sobre o ocorrido. Na conversa, Haddad afirmou que achava a violência inaceitável e que a repressão poderia atrapalhar a iniciativa municipal. O governador e candidato à reeleição teria reagido com certa preocupação. “Prefiro acreditar que não houve motivação política nesta ação. Acho que o problema da Cracolândia é grave e preocupa todo o poder público, independente do partido”, disse o secretário.

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