terça-feira, 31 de dezembro de 2013

PLANO DE ALFABETIZAÇÃO CUBANO É APLICADO NACIONALMENTE NA ARGENTINA



(Fotos: Internet)
Buenos Aires, 30 dez (Agência Prensa Latina) - O programa de alfabetização cubano “Yo, sí puedo” (“Eu, sim posso”) começou recentemente a ser aplicado em escala nacional nas comunidades agrícolas na Argentina, onde contribuiu nos últimos anos para que quase 26 mil pessoas saibam hoje ler e escrever.
 
A implementação do plano pela primeira vez a essa escala é realizada através do Registro Nacional de Trabalhadores e Empregadores Agrários (Renatea, por sua sigla em espanhol), um projeto de desenvolvimento rural do Ministério do Trabalho, Emprego e Seguridade Social, explicou Claudia Cambia à Prensa Latina .

A presidenta da Fundação Um Mundo Melhor É Possível (Ummep), que se encarrega na Argentina de levar adiante o “Yo, sí puedo” e o plano oftalmológico Operación Milagro (com médicos cubanos), disse que com o Renatea o programa recebeu um impulso a partir de novembro e hoje já acontece em comunidades agrícolas de 15 províncias (estados).

Elas são Chaco, Santiago del Estero, San Luis, San Juan, Mendoza, La Pampa, Entre Ríos, Córdoba, La Rioja, Salta, Jujuy, Tucumán, Missiones, Corrientes e Santa Fé.

Cambia esclareceu que o Renatea se somou agora ao “Yo, sí puedo”, que estava sendo aplicado na Argentina com o apoio de governos provinciais, municipais e instituições há 10 anos.

Até o encerramento do ano letivo em 27 de dezembro, 25 mil 925 argentinos foram alfabetizados nesta década e nas salas há outros mil 481 que se formarão em dois meses, disse por sua vez Guido Navarro, coordenador nacional do método cubano na Argentina.

Navarro coordena o trabalho de outros 14 assessores que colaboram na implementação deste programa alfabetizador em zonas remotas, e no qual têm participado como facilitadores no processo de ensino milhares de voluntários argentinos que dedicam seu tempo livre a esta nobre tarefa, realçou o docente.

Cambia afirmou que com o Renatea se conseguiu chegar a um setor camponês que é o de maior precariedade e que foi uma decisão política do Governo Nacional de alfabetizar seus membros a fim de ajudar a educá-los, para que possam assim avançar socialmente e no trabalho e para que saibam reclamar melhor seus direitos.

Significa o reconhecimento ao que se semeou ao longo destes anos de trabalho, à eficácia do programa, à seriedade e constância em sua aplicação, bem como à seriedade e responsabilidade com o que se veio trabalhando, destacou a titular da Ummep.

Cambia explicou que o Renatea é integrado por uma massa de jovens militantes a escala nacional que impulsionam o programa com grande entusiasmo solidário e alto sentido humanista.

Desde que começou a se desenvolver o “Yo, sí puedo” com eles em novembro já se formaram 183 camponeses e outros 478 permanecem nas salas, cuja graduação está prevista para fevereiro, e esse total de 661 seriam os primeiros egressos através deste trabalho com essa organização, expressou Navarro.

O pedagogo cubano, quem proximamente partirá de volta a Cuba após cumprir sua missão de dois anos, previu que em 2014 aumentará a matrícula e a quantidade de alfabetizados com o programa cubano na Argentina.

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