domingo, 10 de novembro de 2013

QUEM VAI COMANDAR O PARTIDO DOS TRABALHADORES?

Por Rodrigo Vianna, no seu blog Escrevinhador, de 05/11/2013

O PT pode não ser o maior partido brasileiro (o PMDB comanda um número maior de prefeituras e tem, oficialmente, mais filiados), mas é certamente o mais importante. Contra ou a favor do partido (e do fantasma?) de Lula, organizou-se a política brasileira nos últimos 25 anos.

O PT “radical” dos anos 80 virou o partido das alianças amplas – tão amplas que há lugar até para Malufs na hora de ganhar eleição. O PT – que até 2005 tinha o apoio de setores organizados dos trabalhadores, e da classe média urbana – perdeu o respaldo desta última após o “mensalão”; mas ganhou o voto dos “descamisados” beneficiados com os programas sociais da era Lula.

Apesar de tantas mudanças, parte da imprensa brasileira – com seus colunistas e blogueiros aparvalhados – segue a enxergar no PT um fantasma esquerdista. Nos movimentos sociais, e entre setores da juventude, a crítica é oposta: o PT ficou moderado demais, virou partido da ordem. Quem tem razão?

No próximo domingo (10 de novembro), os petistas elegem centenas de dirigentes para cargos de direção: diretórios zonais, municipais, estaduais, direção nacional… O PT tem quase dois milhões de filiados. Mas menos de um milhão estão aptos a votar. No último processo interno (que no PT é chamado de PED), cerca de 500 mil petistas foram às urnas e deram maioria – na direção nacional – ao grupo comandado por Lula: a antiga “Articulação” (que depois virou “Campo Majoritário”) tem hoje também a presidência do partido, com Rui Falcão.

Ele é um dos seis candidatos que concorrem agora a presidente. Os outros são: Paulo Teixeira (deputado federal, ex-líder do PT na Câmara), Valter Pomar (secretário-geral do Foro de São Paulo), Renato Simões (deputado federal – SP), Markus Sokol (líder da tendência trotskista “O Trabalho”) e Serge Goulart (da tendência “Esquerda Marxista”).

Os cinco candidatos que desafiam Rui Falcão representam diferentes tendências do que – grosso modo – poderíamos chamar de “esquerda petista”.

Para ler mais e ter acesso a entrevistas com a maioria dos candidatos na eleição interna deste domingo, dia 10.

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