segunda-feira, 4 de novembro de 2013

COSTA-GAVRAS: "A MORAL DO CAPITAL É DEIXAR OS RICOS MAIS RICOS E OS POBRES MAIS POBRES"

Em O Capital (2012), adaptação de novela francesa, Costa-Gavras acerta mais uma vez. E reafirma seu mote: "Todo filme é político. Nada mais político do que os filmes de super heróis".

PorLéa Maria Aarão Reis, no portal Carta Maior, de 02/11/2013, com o título "Em O Capital (2012), adaptação de novela francesa, Costa-Gavras acerta mais uma vez" (o título acima é deste blog)

Não foi difícil para o escritor francês Stéphane Osmont,  economista egresso dos altos quadros da banca europeia, fazer o papel de oráculo quando escreveu a novela Le Capital, em 2004. Assim como o economista americano, Nouriel Rubini, um ano depois, o autor de festejados trabalhos de ficção (?) na área financeira (O manifesto e A ideologia) previu a crise que se abateria pelo mundo, em 2008, com origem na especulação desenfreada, nos Estados Unidos. Ele foi consultor financeiro e conheceu bastante bem os bastidores das altas apostas com as fortunas sem fronteiras.

Lançado no ano passado, O capital, adaptado para o cinema pelo cineasta Costa-Gavras (do célebre Z, de Estado de sítio, A confissão, Desaparecido e Music Box, muito mais que um crime, entre outros; e agora em cartaz no Brasil há várias semanas) mostra o protagonista, o banqueiro Marc Tourneil interpretado pelo ator franco-marroquino, excelente, Gad Elmaleh, virando-se para a plateia e exclamando, cinicamente, durante uma reunião com ávidos acionistas: "Continuaremos tirando dos pobres para dar aos ricos neste jogo, meus senhores. Até que tudo isto exploda!”

A história pessoal da ascensão financeira de Tourneil no banco Fênix – é sempre bom lembrar: aquele que ressurge das cinzas -, e estruturada nos mais perversos jogos de poder, é o fio condutor para um passeio macabro pelos labirintos sujos do mundo do dinheiro, do poder, do sexo. Remete a Marx ao avesso – no título do livro e do filme - e ao “horror”, a que se referia, no seu livro seminal, Viviane Forrester, em 97 – O horror econômico.

Para ler mais:

Nenhum comentário: