quinta-feira, 28 de novembro de 2013

CHOMSKY: “OS ESTADOS UNIDOS É UM PAÍS ATERRORIZADO”



Noam Chomsky, analista político e linguista do Massachusetts Institute of Technology/MIT (Foto: Aporrea)
“Existe um déficit de informação sobre temas fundamentais. Tal é o caso dos aviões não tripulados, ou 'drones', dos EUA, dos quais se fala muito, porém sem sublinhar que são as novas ‘armas do terror’ estadunidense”.
 
Por RT.com (Rússia Today) – reproduzido do portal venezuelano Aporrea.org, de 27/11/2013

Numa entrevista concedida à Free Speech Radio News, o professor Noam Chomsky analisa as mudanças no modelo de propaganda dos EUA 25 anos depois da publicação do seu livro 'Manufacturing Consent' ('Fabricando o consenso').

"Os Estados Unidos é hoje um país aterrorizado", afirma Chomsky durante a entrevista. Um país que, na sua opinião, fabrica seus próprios riscos e inimigos para criar um estado psicológico de medo generalizado, um medo pré-fabricado.

Para ele, os EUA se serviram duma propaganda respaldada por uma série de filtros que determinam o marco de apresentação da informação. Alguns desses filtros eram demasiadamente "estreitos", assinala Chomsky ao falar da revisão que fez do seu livro há 10 anos, segundo aborda a revista digital 'Salon'.

Assim, por exemplo, o "anticomunismo" pregado pelos EUA deveria ter se chamado o "medo do inimigo inventado". "É difícil acreditar, mas o Pentágono catalogava Cuba como uma das ameaças militares para os EUA até um par de anos atrás", revela Chomsky, que classifica o fato de ridículo, já que é "como se a União Soviética tivesse catalogado Luxemburgo como uma ameaça à sua segurança".

Chomsky observa que, apesar da Internet facilitar a liberdade de informação, apesar de haver meios de comunicação objetivos e independentes e jornalistas comprometidos que permitem conhecer a realidade (como é o caso de Jeremy Scahill e seu livro 'Guerras sujas'), ainda existe um déficit de informação sobre temas fundamentais. Tal é o caso dos aviões não tripulados, ou 'drones', dos EUA, dos quais se fala muito, porém sem sublinhar que são as novas "armas do terror" estadunidense.

Continua em espanhol:

De hecho (De fato), pocos días después del atentado durante el maratón de Boston un avión no tripulado llevó a cabo un ataque en una aldea de Yemen, un pueblo aislado (um povoado isolado). "Obama y sus amigos decidieron asesinar a cierta persona", señala el autor, quien denuncia que no se informó de lo sucedido hasta (do acontecido até) una semana más tarde, cuando un habitante del pueblo (do povoado) atacado, que, parece ser, había estudiado en EE.UU., acudió (chegou) al Senado estadounidense para dar testimonio de lo ocurrido el día del ataque a su aldea.

Según el testigo, el hombre al que EE.UU. quería matar era muy conocido en la zona, por lo que hubiera sido muy fácil dar con él. Sin embargo (No entanto), el Gobierno de Obama prefirió organizar, para asesinarlo, un ataque en el que murieron también víctimas inocentes. Un golpe de efecto para lograr "aterrorizar" a todo el pueblo (o povoado).

La consecuencia inmediata de este tipo de acciones es que EE.UU. siembra (planta, espalha) el odio contra él en pueblos enteros que piden "venganza" contra los estadounidenses. Por tanto, explica Chomsky, su país está fabricando todo un sistema de terror, que crea enemigos y amenazas más rápido de lo que se mata a "los sospechosos" (“suspeitos”). Una "estrategia horrible" que es posible gracias a un potente sistema de adoctrinamiento y a un control de los medios de comunicación.

Tradução: Jadson Oliveira

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