sábado, 26 de outubro de 2013

VIOLÊNCIA ANARQUISTA ANTES DA COPA DO MUNDO (OS BLACK BLOCS - o debate continua)

(Foto: Página/12)
As cenas de destruição através das mãos de mascarados, agora fazem parte de qualquer protesto público. E no último, a Polícia Militar fez uso de armas de fogo. Um rapaz de 18 anos teve os braços perfurados por tiros.

A reportagem é de Eric Nepomuceno, publicada no jornal argentino Página/12, 17-10-2013. Reproduzido do sítio do Instituto Humanitas Unisinos, de 19/10/2013. A tradução é de Cepat.
 

 

A verdade é que nada de novo ocorreu, quer dizer: nada que não se tivesse previsto antes. Ao entardecer de terça-feira, Dia do Professor, os professores da rede pública do Rio – tanto da municipal quanto da estadual – se reuniram em uma marcha no centro da cidade. Havia cerca de cem mil, de acordo com o sindicato da classe. Ou sete mil, segundo os cálculos da Polícia Militar. Ou, como quis a imprensa, cerca de vinte mil. Seja como for: havia muita gente. Não tanto como cem mil, mas nem tão pouco como sete.

Na primeira fila, abrindo a marcha, cerca de 200 mascarados, os “black blocs”. Outros 200, divididos em grupos de dez ou quinze, ocupavam a dianteira da manifestação. Um dirigente do sindicato dos professores pediu que eles abandonassem a marcha. Houve certa tensão, e quando ficou claro que os “black blocs” não pensavam em retroceder daquele lugar de destaque, outro membro do sindicato pediu-lhes que não recorressem a violência para não manchar “a imagem do nosso sindicato, que quer reivindicar pacificamente”.

Palavras ao vento, como se veria algumas horas depois. A marcha seguiu sem outros transtornos, antes de causar um colapso no trânsito caótico do centro da cidade. Ao chegar à imensa Praça da Cinelândia, onde estão a Câmara Legislativa Municipal, a Biblioteca Nacional, o imponente e majestoso Teatro Municipal (uma versão modesta, mas muito mais bonita do Colón portenho), os professores começaram a dispersar-se, enquanto os “black blocs” começavam a se concentrar. E então a batalha de rua eclodiu como era esperado.

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