sábado, 26 de outubro de 2013

PROTESTO EM SP TERMINA COM MAIOR NÚMERO DE DETIDOS DESDE ATOS DE JUNHO

Ao todo, 93 pessoas foram levadas à delegacia e um coronel da PM foi agredido

Notas reproduzidas do site R7.com (da TV Record), de 25/10/2013 (atualizadas em 26/10/2013 às 12h31), com o título "Protesto violento em SP termina com maior número de detidos desde manifestações de junho" (Reportagem: Fernando Mellis, do R7)

O protesto do MPL (Movimento Passe Livre) desta sexta-feira (25) teve o maior número de detidos desde as manifestações de junho, contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo. Ao todo, 93 pessoas foram levadas à delegacia — sendo que um foi preso. O comandante da PM na região central da capital, coronel Reynaldo Simões Rossi, e um soldado, assistente dele, foram agredidos por alguns integrantes do ato. O terminal Parque Dom Pedro 2º e agências bancárias foram alvos de vândalos ("Vândalos" é como os órgãos da mídia hegemônica chamam os black blocs).

A PM informou que o coronel teve a clavícula quebrada e escoriações no rosto e na cabeça. A arma dele, uma pistola .40, e um radiocomunicador foram levados. O oficial foi levado ao Hospital das Clínicas. Em nota, a corporação classificou o ataque ao comandante como "covarde".

O policial estava no terminal Parque Dom Pedro 2º quando foi agredido. O local havia sido ocupado durante o protesto, que pedia melhorias no transporte público. Houve tumulto e 18 caixas eletrônicos foram depredados.

Um efetivo de 800 policiais militares foi deslocado para o evento. Eles foram divididos em três grupos: um que acompanhou os manifestantes, outro que se dirigiu à avenida Paulista e o terceiro, na praça da Sé.

A catraca, símbolo de luta do MPL, que propõe transporte público gratuito, foi carregada durante toda a manifestação.

A manifestação liderada pelo MPL (Movimento Passe Livre), grupo que deu início aos grandes atos que tomaram as ruas do País em junho, começou por volta das 17h, no Teatro Municipal, centro de São Paulo.
 
Segundo um dos representantes do MPL, Marcelo Hotimsky, a principal queixa da população da zona sul tem sido o corte de linhas de ônibus e alterações dos itinerários.

— A própria construção do terminal Campo Limpo foi um marco forte nesse sentido, já que antes dele, os ônibus iam até mais fundo na zona sul. Agora eles param antes, as pessoas precisam descer, pegar dois ônibus, pagar duas vezes, os ônibus são sempre lotados.
 

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