sábado, 12 de outubro de 2013

LULA RECOMENDA "O ANALFABETO POLÍTICO", DE BERTOLD BRECHT



Brecht foi dramaturgo e poeta alemão, nasceu em 10/02/1898 e morreu em 14/08/1956, no dia em que eu fiz 11 anos
Como sempre, o argumento do nosso ex-presidente é simples, direto: disse que recomendava porque conhece esse sujeito muito bem, já tinha sido também um analfabeto político. Li no blog Conversa Afiada, do Carlos Henrique Amorim, onde Lula deita falação sobre esse engodo - fabricado a partir da criminalização da política - que os monopólios da mídia hegemônica despejam sobre a cabeça dos brasileiros todo santo dia. Lula sugeriu aos dirigentes de seu partido, o PT, distribuir cópias do poema entre a população. Ei-lo aí:

O Analfabeto Político
 
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.


Do mesmo Brecht, no mesmo rumo:

"Que continuemos a nos omitir da política é tudo o que os malfeitores da vida pública mais querem".


Da filósofa brasileira Marilena Chauí, no mesmo rumo:

(Esta continua petista, mas uma crítica ácida: uma das últimas que li dela foi dizer que não sabia se as manifestações de rua de junho tinham acordado os brasileiros, mas esperava que elas tivessem acordado o PT)


"As pessoas que, desgostosas e decepcionadas, não querem ouvir falar em política, recusam-se a participar de atividades sociais que possam ter finalidade ou cunho políticos, afastam-se de tudo quanto lembre atividades políticas, mesmo tais pessoas, com seu isolamento e sua recusa, estão fazendo política, pois estão deixando que as coisas fiquem como estão e, portanto, que a política existente continue tal qual é. A apatia social é, pois, uma forma passiva de fazer política".

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