sexta-feira, 18 de outubro de 2013

CAMPO DE LIBRA: MAIS PROTESTOS CONTRA O LEILÃO



Os manifestantes na metade de uma das pistas da Avenida Paulista (Fotos: Jadson Oliveira)
De São Paulo (SP) – Dirigentes de entidades sindicais dos petroleiros e militantes de outros movimentos sociais, articulados num comitê estadual, promoveram ontem, quinta-feira, dia 17, mais uma manifestação de rua na Avenida Paulista, centro novo da cidade, contra o leilão que vai licitar na segunda-feira, dia 21, áreas do pré-sal no Campo de Libra.


Os manifestantes – em torno de 200 pessoas – desfilaram pela metade de uma das pistas da Paulista e se concentraram em frente ao número 901, prédio onde funcionam escritórios da Petrobras (no último dia 3, nos 60 anos da estatal do petróleo, houve um ato semelhante no mesmo local).


Levando em conta a exibição de faixas e bandeiras, as entidades mais visíveis eram a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), uma das pequenas centrais sindicais brasileiras, e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES).


Apareciam ainda o PSTU, o Partido Pátria Livre, a UNE, a Central Sindical e Popular/CSP – Conlutas, Movimento das Mulheres do Brasil e o Movimento dos Atingidos por Barragens. Na frente do carro de som havia uma faixa com a sigla FUP (Federação Única dos Petroleiros) e, atrás, outra com CUT, central à qual a FUP é vinculada.
O mote era “leilão é privatização”, tema que vem gerando polêmica dentro do movimento democrático e popular, já que alguns setores, em especial os mais chegados ao governo federal, defendem que o “sistema de partilha” adotado para a exploração do pré-sal é compatível com a defesa da soberania nacional. Para muitos setores nacionalistas e de esquerda, trata-se simplesmente de privatização e entreguismo.


Tenho publicado neste meu blog algumas matérias contra o leilão, mas ultimamente publiquei uma a favor, já que há muitos argumentos “técnicos” em jogo, de difícil compreensão para os não estudiosos do assunto. Segundo estimativas divulgadas, estaria em jogo uma produção gigantesca de petróleo, o equivalente a ¾ do que o Brasil produz atualmente.


O movimento contra o leilão é nacional e está ativo desde o início do mês, com mais força no Rio de Janeiro. Ontem houve protestos também em outros estados, principalmente no Rio e em Brasília. Lideranças dos petroleiros anunciaram o início, a partir de ontem, duma greve da categoria, chegando a falar em 80% de adesão. Eles estão também em campanha salarial.


O governo Dilma não parece se abalar diante das manifestações de rua, por sinal, bem pouco representativas em termos de número de manifestantes. Vi ontem no Jornal Nacional (da Globo) a presidenta autorizar a participação de tropas federais para garantir a segurança no Rio, onde se dará o leilão.


Vi também o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, e a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, garantindo que não há qualquer dúvida, o leilão será realizado.

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