segunda-feira, 22 de julho de 2013

VENEZUELA RECHAÇA DECLARAÇÕES DE EMBAIXADORA DOS EUA


Samantha Power (atrás Barack Obama), embaixadora dos EUA na ONU, tinha declarado na véspera, numa audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado estadunidense, que iria lutar contra a "repressão" na Venezuela e em Cuba, conforme noticiário do sítio miamidiario.com (Foto: YVKE Mundial/miamidiario.com)
“Não haverá nada neste mundo que perturbe o papel de potência média que Venezuela está construindo no âmbito econômico e tecnológico, e no papel moral, ético e político que a história colocou a Venezuela na construção dum poderoso bloco de nações para o século 21”

Por Venezuelana de Televisão (VTV), postagem de 19/07/2013

“Aqui estão as boas intenções do governo imperialista de Barack Obama, Power afirma que 'combaterá a repressão na Venezuela', que repressão há na Venezuela? Repressão há nos Estados Unidos, que assassinam o povo afro-americano de maneira impune, que perseguem um jovem chamado Edward Snowden por dizer a verdade e o perseguem no mundo inteiro!”.

Assim reagiu o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, com relação às declarações da embaixadora estadunidense ante a Organização das Nações Unidas, ONU, Samantha Power, que “declara e arremete contra nossa Pátria, e a direita fascista sai a aplaudi-la”, afirma.

“Eu repudio e rechaço em todas as suas partes as destemperadas, injustas e agressivas declarações da embaixadora Samantha Power contra a Venezuela e peço a retificação imediata do governo dos Estados Unidos sobre estas declarações infames contra a vida da nossa Pátria”.

O chefe de Estado assinala que quem “está por trás do plano permanentemente para perturbar nosso país, para perturbar as relações da Venezuela com países da América Latina, é o governo imperialista dos Estados Unidos, depois dizem que querem ter boas relações conosco”.

Ressalta que “se eles lograssem por a mão no poder político da Venezuela, com algum representante da direita fascista, aí sim veríamos o que é o fascismo com todo seu rosto perverso e mortal”.

Assegura que “viriam desmantelar a educação e a saúde pública,  destruir a Missão Alimentação, viriam destruir nossa Força Armada; nunca duvidem, se o imperialismo norte-americano conseguisse por a mão no poder político venezuelano, a primeira coisa que faria seria desmantelar a FANB (Força Armada Nacional Bolivariana), desarmá-la, desorganizá-la, destrui-la, como fizeram no Panamá e em outros países do mundo, onde eles põem suas garras de rapina”.

O mandatário enfatiza que a Venezuela tem um papel de liderança positiva, libertadora e bolivariana na América Latina e no Caribe e vai continuar cumprindo este papel com o apoio dos povos latino-caribenhos.

“Não haverá nada neste mundo que perturbe o papel de potência média que Venezuela está construindo no âmbito econômico e tecnológico, e no papel moral, ético e político que a história colocou a Venezuela na construção dum poderoso bloco de nações para o século 21”, declarou.


Para ler "Venezuela anuncia fim de diálogo com EUA por normalização das relações bilaterais", no portal Opera Mundi

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