domingo, 23 de junho de 2013

SÃO PAULO: GRUPOS DA PERIFERIA SE UNEM PARA COMBATER IDEAIS FASCISTAS

A intolerância aos partidos, nas manifestações desta quinta-feira, alertou aos grupos democráticos sobre o risco do fascismo voltar às ruas do país
A intolerância aos partidos, nas manifestações da quinta-feira, alertou aos grupos democráticos sobre o risco do fascismo voltar às ruas do país
A avaliação preliminar do grupo em formação é que é preciso haver apoio mútuo entre movimentos sociais e partidos de esquerda, ainda que haja diversas críticas a eles, especialmente ao PT e ao governo Dilma

Do Correio do Brasil (com RBA), de 22/06/2013 (matéria foi publicada com o título "SP: grupos da periferia se unem em defesa da presidenta Dilma"; o título acima é deste blog)

Cerca de 60 pessoas representando diversos coletivos e movimentos sociais que atuam em bairros periféricos da Zona Sul de São Paulo reuniram-se, noite passada, na sede da Cooperativa Cultural da Periferia (Cooperifa), no Jardim Guarujá, para articular estratégias de combate a ideais classificados como fascistas. Os participantes discutiram sobre a presença de grupos com símbolos associados ao nazismo e ao fascismo no ato da última quinta-feira, quando milhares de pessoas se reuniram na Avenida Paulista pedindo, entre outras pautas associadas ao conservadorismo, o fim dos partidos e dos governos. Para a frente periférica, isso, associado a palavras de ordem como “Fora Dilma”,  sinalizou a intenção desses grupos de usar formas não democráticas para atingir seus objetivos. No ato, bandeiras de legendas políticas e da Uneafro foram queimadas e militantes ficaram feridos.

A avaliação preliminar do grupo em formação é que é preciso haver apoio mútuo entre movimentos sociais e partidos de esquerda, ainda que haja diversas críticas a eles, especialmente ao PT e ao governo Dilma.

– Não é hora de a Dilma sair. Nós vamos responder nas urnas – afirmou Débora Silva Maria, coordenadora das Mães de Maio.

Para a frente periférica, é preciso reafirmar os preceitos da esquerda e formular uma pauta de reivindicações unificada e objetiva que contemple as demandas das regiões mais pobres da cidade, além de não permitir que grupos de direita usem a população como massa de manobra. Diversos bairros na cidade e em municípios da região metropolitana também têm sido tomados por manifestações. Jovens já pararam avenidas importantes da zona sul, entre elas, a Belmira Marin, que liga o Grajaú à Cidade Dutra, e a Estrada de Itapecerica, no Capão Redondo.

Há mais de uma década, o movimento Hip Hop e os saraus têm reunido forças de esquerda em bairros afastados das regiões centrais da capital paulista. Agora, acredita Sérgio Vaz, poeta e coordenador da Cooperifa, é hora de colocar em prática todo o acúmulo desses movimentos.

– Não é uma luta qualquer. É luta de classes. A gente fala tanta coisa, escreve tanta coisa. Tanta gente cita o Che Guevara, agora o Mariguella. Chegou o dia – avaliou.

Vaz acredita que o fortalecimento do conservadorismo afeta diretamente a periferia.

– Normalmente sobra para a gente. Mas as balas aqui não vão ser de borracha – afirmou.

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