terça-feira, 28 de maio de 2013

TARSO GENRO PROPÕE PROGRAMA MÍNIMO DE RESISTÊNCIA DEMOCRÁTICA



O governador petista do Rio Grande do Sul (foto), em artigo intitulado “Democracia e revolução europeia: um desafio para a esquerda”, publicado no portal Carta Maior em 26/05/2013, faz uma análise da conjuntura internacional, começando pela depredação promovida pelos oligopólios financeiros na Europa no bojo da crise do capitalismo – política chamada de austeridade, com desemprego, cortes de investimentos públicos, cortes de pensões e assistência social, etc -, e chegando às repercussões em países como o Brasil. E então faz uma proposta de resistência para a esquerda. Transcrevo-a abaixo e deixo aqui o link para a íntegra do artigo:

“Enquanto na Europa o tecido político dominante cumpre o seu papel de transmissor do programa do Banco Central Europeu, no Brasil este mesmo tecido fragmenta-se porque não mais corresponde aos desafios políticos que os partidos devem enfrentar, em nome das suas bases sociais e regionais: enfrentá-los para o país completar seu ciclo de mudanças, capazes de nos integrar no mundo, no polo de resistência a um neoliberalismo agônico, mas, por isso mesmo, mais capaz de radicalizar os ataques à democracia, para destruir as conquistas históricas do conjunto das classes trabalhadoras no século passado.

Creio que a esquerda brasileira - parlamentar ou extra-parlamentar - socialista, comunista, socialdemocrata, ou simplesmente republicano-democrática - deveria se unir em torno de um amplo movimento político e social para preparar um calendário de lutas, com um programa mínimo muito simples, de resistência democrática ao impasse que a Europa neoliberal está apresentando ao mundo:

1 - novos marcos regulatórios para democratizar o acesso à comunicação e garantir o direito à livre circulação da opinião;

2 - reforma política, no mínimo para acabar com o financiamento privado nas eleições e valorizar os partidos através da votação em lista;

3 - reforma do pacto federativo, principalmente tributário, para reduzir drasticamente as desigualdades sociais e regionais”.

Um comentário:

Anônimo disse...

Falou isso alguém que acabou de assinar um contrato com uma empresa israelense de construção de drones.