sábado, 28 de julho de 2012

VENEZUELA: DIREITA PLANEJA MUDAR SUA CAMPANHA PRESIDENCIAL



José Vicente Rangel: representantes da embaixada dos EUA se mostraram interessados sobre a possibilidade da "ocorrência dum evento extraordinário" (Foto: AVN)
Da Agência Venezuelana de Notícias (AVN) – reproduzida de Aporrea.org, de 22/07/2012

Caracas - Diante das limitações apresentadas pela candidatura de Henrique Capriles, há no Comando Venezuela (comando da campanha oposicionista) planos de mudanças na campanha e nas mensagens do candidato da direita para orientá-las visando temas concretos na área social, informou no último domingo o jornalista José Vicente Rangel (é muito bem conceituado por aqui, já foi ministro do governo de Chávez).

No segmento As Confidências, do programa José Vicente Hoje, transmitido pela TV Televen (emissora privada), Rangel assinalou que também (os anti-chavistas) pretendem evitar definições de caráter ideológico e evitar o debate nesse terreno, pois do contrário "teriam que defender o capitalismo e a experiência da quarta República" (a repudiada experiência dos 40 anos anteriores a Chávez).

Problemas dos cidadãos em cada lugar que o candidato visite e acentuar o tema social será a estratégia para chegar a setores da população que até agora Capriles não conseguiu atrair.

E centrar a mensagem em temas como a liberdade, a eficiência administrativa e a violência, também são algumas das sugestões para diminuir a diferença que existe a favor do candidato presidencial Hugo Chávez.

O mais recente estudo realizado pelo Instituto Venezuelano de Análise de Dados (Ivad) mostra uma diferença de 20,3%.

A referida pesquisa, realizada entre 5 e 15 de julho, revela que a intenção de votos a favor de Hugo Chávez estava em 52,3%, enquanto que o candidato opositor Henrique Capriles alcançava 32%.

Ampla diferença preocupa os EUA

Rangel informou que em princípios de julho o dono de uma empresa de pesquisas de opinião se reuniu com representantes da embaixada dos Estados Unidos em Caracas, para trocar impressões sobre o resultado de suas sondagens.

Os dirigentes da pesquisadora explicaram que seus resultados mostravam uma margem amplamente favorável a Chávez, enquanto os funcionários estadunidenses manifestaram prever "um cenário diferente, com um resultado definitivo, e que confiam nas supostas potencialidades de Capriles para reverter a diferença existente".

Entre os dados curiosos desta conversação está o fato de que os representantes da embaixada se mostraram interessados sobre a possibilidade da redução da diferença a partir da "ocorrência dum evento extraordinário".

Não precisaram a magnitude e características de tal evento, mas sim que poderia impactar o resultado final das eleições de 7 de outubro, e gerar fatos imprevisíveis, agregou Rangel.

Na reunião, que durou umas três horas, também esteve presente Robin Meyer, conselheira de Assuntos Políticos da Embaixada estadunidense, acompanhada por outros representantes norte-americanos.

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