segunda-feira, 2 de junho de 2008

Vacina contra manipulação da informação


“A primeira instância da vacina contra a campanha midiática feita pelos meios de comunicação comerciais”.



É assim que o ministro de Comunicação e Informação da Venezuela, jornalista Andrés Izarra (foto), define os veículos alternativos e comunitários – impressos, emissoras de rádio e TV e digitais - que jogam um papel fundamental no processo da revolução bolivariana.

Em declarações recentes, Izarra informou que o governo venezuelano apóia atualmente cerca de 450 desses órgãos, especialmente ajudando na aquisição de equipamentos técnicos.

O número citado pelo ministro confirma dados divulgados pela Agência Bolivariana de Notícias (ABN), segundo os quais existem 443 órgãos ligados a iniciativas populares e comunitárias, assim distribuídos:

-250 jornais (de acordo com informações do Ministério de Comunicação),

-167 emissoras de rádio e 26 estações de TV (informações do Conselho Nacional de Telecomunicações, Conatel).

-De acordo com a ABN, há ainda mais de 100 (um número que varia dia-a-dia) veículos na Internet – jornais digitais, weblogs e outras versões digitais। - (No Ministério há um departamento específico para cuidar do setor, com uma dezena de funcionários, chamado Diretoria Geral de Meios Alternativos e Comunitários).


Há no país o Movimento Nacional de Meios de Comunicação Alternativos e Comunitários, devidamente organizado, com estatuto, direção eleita, etc. Em março último seus integrantes fizeram uma Assembléia Nacional Constituinte em Caracas, durante três dias, com a participação de 420 comunicadores sociais, representando cerca de 200 desses meios de diversos estados (números oficiais, divulgados pelos próprios organizadores). De acordo com suas conclusões,




o movimento dá total apoio ao processo revolucionário liderado por Hugo Chávez, em favor do socialismo e contra o império estadunidense.



E faz um chamamento para incentivar a inserção em cada bairro, em cada município, bem como a ligação com os conselhos comunais (fala-se muito aqui em comunas socialistas) e os outros sociais.




Grupo Teatro de Rua - em alusão aos "demônios da comunicação" , em protesto realizado durante o Primeiro Encontro Latino-americano contra o Terrorismo Midiático, em abril passado, registrado neste blog.





Entre os chavistas parece haver uma unanimidade em reconhecer a importância dos meios de comunicação comunitários para o sucesso dos movimentos populares e da revolução, mesmo atualmente quando o governo já se armou com emissoras estatais de rádio e e TV.





O exemplo repetido a todo momento é a mobilização do povo, rápida e massiva, ocorrida quando do golpe de Estado de 11 de abril de 2002. Chávez voltou ao poder no dia 13, dois dias depois, graças ao contra-golpe propiciado a partir de tal mobilização, a qual foi comandada através de rádios e TV's comunitárias. Detalhe: no corre-corre do golpe, com o presidente prisioneiro, boatos de sua renúncia, os golpistas no Palácio Miraflores, duas dezenas de mortos nas ruas, as TV's privadas pararam de noticiar e a TV estatal foi tirada do ar (me parece que então só havia uma TV estatal, agora há quatro). O espaço foi ocupado pelos alternativos.

2 comentários:

Sinval disse...

Companheiro,
Fiqei chocado quando soube da sua captura pelas Farc's. Mas como o povo de David é solidário, Corral tratou de enviar 5 mil dólares para libertá-lo. Agora, quer tirar proveito, fazendo "vaquinha" para recuperar a grana. Ou seja, nem um ex-candidato a guerrilheiro escapa da sanha capitalista.
Uma dica: em vez de Venezuela e de Cuba, agora dê um passeio pelo Equador. Complete o roteiro pra a gente falar mal de vc.
abraço, sinval

Ingresia disse...

Enquanto nós, que moramos no andar de baixo (royalties para Patativa do Assaré e não para Gaspari), reclamávamos do sistema de comentário do blog, nada foi feito.
Porém, bastou Paulo Bobina espernear e as providências foram logo tomadas.